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Às vezes parece-me que não me consigo concentrar 2a feira manhã antes de rever as fotos do fim de semana. Rever e colocar online, para poder ver quando eu quiser. Ou precisar.

Porque preciso de saber que existe um lugar de conforto, um lugar bonito, um mundo onde estamos nós as duas, nós os três. Ao sol, ao vento, por aí, a passear ou às vezes em casa.

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Este fim de semanas deste-me mais uma das tuas lições na fúria de viver, ou “como aproveitar ao máximo todos os momentos”.

Não percebes porque é que nós não chegamos à praia, num dia frio, e não nos despimos como tu até às cuecas e desatamos a correr por aí, a “chapinhar” na água gelada, como tu!

É assim, meu amor… Eu também não sei quando exactamente perdi isso… Esta inocência. Esse furor de viver, essa alegria. Esse total “estar no momento”. Espero que tu nunca o percas!

(e sim, detesto ver pessoas de cuecas na praia – mesmo – e em dias menos agrestes tenho sempre um fato de banho na mala, para ti e até para mim, mas nesse dia estava francamente frio, até tinhas ido de collants… mas não posso evitar esta foto, embora tenha cortado algumas das outras, porque faz parte da história, tem de ficar aqui. desculpa :))

15 Replies to “Chapinhar”

  1. isso foi no sábado? estava um vento horrível! mas os meus filhos tbem fizeram o mesmo :))
    e neste dia tive imensa pena de nao ter a carta, eu ficava ali com eles mas o pai queria voltar para lisboa..

    1. foi no sábado. só demos ali um saltinho à tarde, eu queria ver o mar. a mafi queria mais que ver, queria tocar, passou o tempo todo a dizer que tinhamos de ir buscar os seus brinquedos de praia. nem queriamos descer, mas descemos… 🙂 e ela despiu-se toda e começou por ai a correr nessa água gelada como se não houvesse amanhã.
      as crianças ensinam-nos muito, tudo aquilo que já soubemos e nos esquecemos… 🙂
      quando nos quiserem vir visitar, digam!

  2. oh, tãaaaao bom… que felicidade!
    Estas fotos fizeram-me lembrar da minha infância. Eu era exactamente assim… não podia ver água! E olha que por Viana a água é bem mais gelada do que cá…
    Fazia sempre a figurinha das cuecas e pior…depois no regresso a casa vinham muitas vezes presas no retrovisor a secar :)…
    A Mafi é das rijas! 🙂

      1. sabes que fiquei a pensar exactametne nisso :)! Leste-me os pensamentos…
        não tenho nenhuma do “estendal improvisado” :), mas por acaso tenho uma de um passeio ao Gerês de vestidinho bonito em que não resisti a um bom chapinhanço de cuecas… e ficou o registo na berma da estrada da minha mãe a limpar-me com um pano que andava no porta luvas :). Os adultos pensam muito, demais… as crianças vivem e são felizes!

      2. é isso mesmo que eu queria dizer com este post.
        a mafi não percebeu mesmo porque não fizemos o mesmo que ela… porque não aproveitamos!
        no fim, enrolei-a no meu cachecol. é que estava francamente frio :)))

      3. mesmo :))
        da próxima vez que for a viana vou procurar essas relíquias!

  3. é verdade, complicamos demasiado, vemos problemas onde não deveríamos. também detesto a cena da cueca, ou “pior” a cena nudista 😀 mas a verdade é que na nossa infância, tal como na dos nossos filhos, tudo é tão simples e básico. Tem-se vontade de chapinhar, vai-se! Ca bom!

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